
Há momentos em que a vida parece nos encurralar. As peças caem, o tempo aperta e a sensação é de que já não existe saída.
Alguém olha de fora e sentencia: é cheque-mate. Mas a vida, assim como o jogo, nem sempre se revela por inteiro a um olhar apressado.
No Museu do Louvre, em Paris, há um quadro que carrega uma lição poderosa. Diante da pintura, muitos afirmavam que o jogador estava derrotado, em cheque-mate inevitável.
Até que alguém observou com mais atenção e percebeu: ainda havia uma jogada possível. Pequena, quase invisível para quem já tinha desistido. Mas suficiente para provar que o jogo não havia terminado.
Assim é a nossa caminhada. Quantas vezes nos dizem que acabou? Que não dá mais, que é o fim da linha, que a derrota é certa.
No entanto, enquanto há vida, há esperança. Enquanto respiramos, ainda existe uma jogada a ser feita.
Deus não encerra histórias pela metade. Ele trabalha no silêncio, nas entrelinhas, nos detalhes que poucos conseguem enxergar.
A esperança não nasce quando tudo está favorável, mas quando escolhemos acreditar mesmo diante do tabuleiro adverso. É nesse momento que a fé entra em jogo, reposiciona as peças e nos lembra: a última palavra nunca é do desespero.


