
Acender a luz do outro não apaga a nossa. Pelo contrário, ilumina ainda mais o caminho que percorremos juntos. A vida não é uma disputa de brilhos, mas uma constelação de almas que se encontram para que o céu da existência seja mais bonito.
Quando estendemos a mão para levantar alguém, quando elogiamos com sinceridade, quando celebramos a vitória alheia como se fosse a nossa, estamos, na verdade, construindo um reflexo de grandeza dentro de nós mesmos. É no gesto simples de apoiar, de incentivar, de enaltecer, que revelamos a nobreza de um coração cheio de amor.
O ciúme e a inveja apagam, mas a generosidade acende. E quando ousamos ser generosos, nos tornamos parte da chama que aquece e inspira. Amar a vida é também amar a felicidade que o outro conquista, porque o brilho de um amigo, de um irmão, de um ser humano, é o reflexo de um Deus que nos fez para a comunhão.
Acender a luz do outro é, na verdade, um ato de romantismo com a vida. É como oferecer uma flor sem medo de ficar sem jardim, é como dividir um poema sem medo de perder as palavras. Quem ilumina o outro se torna luz multiplicada.
Que nossa existência seja, portanto, uma eterna coreografia de luzes, onde o brilho de cada um se mistura em harmonia, sem medo, sem reservas, apenas com entusiasmo e fé de que quanto mais acendermos o fogo do amor no mundo, mais o mundo será lar para almas que sabem amar.
🔆 Porque no fim, acender a luz do outro é também descobrir que a nossa nunca deixará de brilhar.
Do modo mais simples como o nascer do sol
Alan Ribeiro, seu melhor amigo