É preciso reduzir o Custo Brasil para crescer

Ronaldo Caiado*
São urgentes ações concretas para minorar os efeitos nocivos do péssimo ambiente de negócios brasileiro.

Um projeto bem-sucedido para o Brasil exige um olhar apurado para a melhoria do ambiente de negócios.

É inegável que a elevação da confiança do setor produtivo no funcionamento do mercado é decisiva para determinar a trajetória de desenvolvimento do país. Esse diagnóstico é respaldado por dados como os do Anuário de Competitividade Mundial do International Institute for Management Development (IMD), onde o Brasil ocupa a 60ª posição num ranking que avalia 64 países, ficando à frente apenas da África do Sul, Mongólia, Argentina e Venezuela.

O mau desempenho do Brasil não se resume ao anuário do IMD. Ocupamos a 124ª posição, dentre 176 países, no Index of Economic Freedom da Heritage Foundation, que mede a liberdade econômica.

São resultados que revelam a urgência de ações concretas para minorar os efeitos nocivos do péssimo ambiente de negócios no país. Se o governo brasileiro não faz sua parte, Goiás não espera e já trabalha nesse sentido. Elaboramos o relatório do Custo Brasil Estadual. Um diagnóstico sobre as dimensões mais relevantes para o ciclo de vida de uma empresa. Identificamos que políticas públicas estaduais são passíveis de atuação nesse custo, com consequência na melhoria das condições de investimento.

Em 2018, o Custo Brasil em Goiás era 24,49% do PIB estadual. Em termos proporcionais, era mais caro produzir em Goiás que na média do Brasil, dado que o Custo Brasil era de 23,57%. As ações tomadas pelo governo de Goiás fizeram esse custo cair para 20,78% em 2022. O recuo de 3,7 pontos percentuais corresponde a R$ 11 bilhões. O dinheiro antes perdido na burocracia e na ineficiência do Estado passou a ficar no bolso de quem produz e consome.

Goiás fez mais. Somos o estado com a melhor segurança pública do Brasil. Goiás tem segurança jurídica, um estado digitalizado e moderno. Tem a educação no topo do Brasil, políticas que incentivam o talento e a pesquisa. E uma estratégia que busca a melhoria constante do ambiente de negócios.

Esse trabalho tem rendido bons frutos. Temos crescido acima da média nacional. Em 2023, o PIB goiano atingiu R$ 337 bilhões. Elevamos, ano a ano, nossa participação no PIB nacional. Em 2018, nossa economia correspondia a 2,79% da brasileira. Após cinco anos de avanço contínuo, chegamos a 3,10%, maior patamar da História.

Atingimos os maiores níveis de produção nos setores agrícola, de serviços e na indústria. Temos o maior nível de ocupação da população goiana e, também, pela primeira vez, nossa renda média do trabalho ultrapassou a renda média nacional. E ainda há muito a fazer. As ações do Programa de Liberdade Econômica estadual visam a eliminar mais R$ 19 bilhões em custos de produção. Seremos, em breve, o estado mais livre do Brasil.

E conquistaremos essa condição não como fruto de uma lei de liberdade econômica abrangente, mas de um programa de diálogo contínuo com a iniciativa privada, visando a remover entraves burocráticos, promover desenvolvimento e vida melhor.

Temos um projeto de desenvolvimento que pode ser ampliado para outros estados e — por que não? — para o Brasil. As últimas pesquisas de opinião mostram que os brasileiros estão desconfiados dos rumos da economia. A estratégia de Goiás indica um novo caminho, que tem funcionado de forma bastante efetiva na melhoria de vida das pessoas.

*Ronaldo Caiado é governador de Goiás
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Alan Ribeiro
Alan Ribeiro

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