
Gercyley Batista
Após a vitória de Ronaldo Caiado (UB) nas eleições de 2018, a oposição goiana viveu uma série de derrotas que culminaram na incapacidade de aglutinar forças na disputa de 2022. É bom lembrar que a articulação palaciana já havia surpreendido a oposição em setembro de 2021, quando Caiado selou aliança com o MDB, para, em seguida, formar uma das maiores frentes governistas da história do estado, ao final das convenções, no dia 5 de agosto. Agora, antes de completar seis meses de gestão, de seu segundo mandato, o governador Ronaldo Caiado realiza mais uma mexida profunda no tabuleiro político, desidratando ainda mais os núcleos oposicionistas. Mas, qual seria o motivo que leva os adversários do Palácio das Esmeraldas a amargar um contratempo atrás do outro? Seriam desgastes? Falta de união? Perda do timming? A pandemia? Ou tudo isso? Vários cientistas políticos são unânimes que afirmar que a “virada de chave” da política goiana pode ter ocorrido um pouco antes de 2018, mais precisamente, a partir de 2013. As manifestações daquele período criaram uma tempestade ideológica e uma reviravolta de prioridades que pegaram muitos políticos de surpresa. Os mais afetados, foram os que há bastante tempo estavam ocupando postos de poder político e administrativo, como cargos executivos e presidência de partidos políticos, e aqueles que não experimentaram a ousadia. Quem tentou se abrigar na zona de conforto, foi engolido por mudanças radicais no modo como o eleitorado passou a medir a eficiência da classe política. Ousadias como a candidatura de Maguito Vilela em Goiânia (2020), Ronaldo de Caiado (2018) ao governo e a aposentadoria de Iris Rezende (2020), se contar outros exemplos só prova que a classe política tem sempre que se reinventar.