
Relembre os principais momentos da vida política de Iris, que veio pra Goiânia aos 16 anos, em 1949, elegendo-se vereador em 1958 e prefeito da capital, em 1965.
A trajetória política de Iris Rezende confunde-se com a história política de Goiás das últimas seis décadas. Nascido em Cristianópolis no dia 22 de dezembro de 1933, pai agricultor, ao completar 16 anos transferiu-se para Goiânia, onde iniciou sua carreira política em outubro de 1958 candidatando-se, na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), a uma vaga na Câmara de Vereadores. Eleito, tomou posse em fevereiro do ano seguinte.
Em 1960 diplomou-se pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás e foi presidente da Câmara no biênio 1961-1962. Em outubro deste último ano foi candidato a deputado estadual pelo Partido Social Democrático (PSD), sendo o candidato mais votado no estado. Tomou posse na Assembleia Legislativa em fevereiro de 1963, depois de deixar a Câmara de Vereadores de Goiânia.
Em março de 1964 ocupava a presidência da Assembleia quando foi desencadeado o movimento político-militar que derrubou o presidente João Goulart, o Golpe Militar de 1964.
Com o fim dos partidos políticos, por força do Ato Institucional nº 2 (25/10/1965), baixado pelo regime militar, Iris ingressou na legenda oposicionista do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Ainda em 1965, elegeu-se prefeito de Goiânia, marcando a sua gestão com os mutirões para a construção de casas populares, nos quais se misturava às pessoas comuns e ajudava nas construções. A repercussão de sua atuação à frente da prefeitura de Goiânia foi o estopim para a cassação dos seus direitos políticos por dez anos, pelo Ato Institucional nº 5 (13/12/1968), editado durante o governo do general Artur da Costa e Silva (1967-1969).
Depois de seu afastamento da vida pública, dedicou-se à advocacia, atuando em diversos casos no Tribunal do Júri do estado, e à aquisição de fazendas de gado. Com a redemocratização e a abertura política, Iris teve seus direitos políticos restabelecidos a partir de 1979. Com o fim do bipartidarismo, ocorrido em novembro daquele ano, e a consequente reorganização partidária, ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação de oposição ao regime militar e sucessora do MDB.
1982 – O governador dos mutirões
Com as eleições para os governos dos estados pela via direta, depois de 17 anos em que isto não ocorria, Iris Rezende foi escolhido o candidato do PMDB ao governo de Goiás, vencendo, na disputa interpartidária, o senador Henrique Santillo. Na eleição, em novembro de 1982, foi vencedor, obtendo mais de 70% dos votos válidos e derrotando o ex-governador Otávio Laje, candidato do Partido Democrático Social (PDS), apoiado pelo governo federal. Em março do ano seguinte tomou posse no governo de Goiás em meio a grandes festejos e manifestações populares.
Novamente a marca de sua administração foi a realização de grandes mutirões, chegando a construir mil casas num só dia. Com a recuperação financeira do Banco do Estado de Goiás (BEG) e o aumento da arrecadação no estado, angariou fama de bom administrador. Mesmo assim, sofria a oposição de políticos da esquerda do PMDB, que reprovavam seu estilo, considerado populista e demagógico. Foi, também, criticado por não interferir nos problemas da terra e da reforma agrária, considerados os mais urgentes no estado. Pelo interior de Goiás, realizou grandes inaugurações, sempre marcadas por festejos e grande participação popular. Dizendo-se um homem simples e de origem humilde, costumava tomar o café da manhã com entregadores de jornal e menores que perambulavam pelas ruas de Goiânia.
Anos 1980 – No Ministério da Agricultura
Em fevereiro de 1986, o presidente José Sarney promoveu a substituição dos ministros ligados a Tancredo Neves. Depois de deixar o governo de Goiás, no qual foi substituído pelo vice Onofre Quinan, Iris foi nomeado ministro da Agricultura, sucedendo ao gaúcho Pedro Simon, também do PMDB. Na cerimônia de posse em Brasília, à qual compareceram milhares de pessoas vindas de diversos municípios de Goiás, prometeu introduzir a prática do mutirão na agricultura brasileira e acabar com a importação de alimentos.
Com vistas a solucionar o problema do abastecimento, em maio de 1986 Iris divulgou a nova política de seu ministério para os financiamentos ao setor rural, a qual consistia na tentativa de obtenção de maiores créditos a juros módicos, o que atendia aos interesses dos agropecuaristas. A partir de então, passou a ser considerado como um dos inimigos do pacote econômico do governo, em meio a uma onda de otimismo generalizado que havia no país com o Plano Cruzado. Ainda em maio, foi acusado de ter autorizado uma compra de arroz a preços superfaturados, com o objetivo de favorecer grupos políticos na campanha eleitoral de 1986. Em agosto, anunciou, junto com o presidente Sarney, uma série de medidas referentes ao crédito agrícola que, mais uma vez, contemplava as reivindicações dos produtores rurais. Segundo Iris, com as novas medidas do ministério, “estaria novamente aberto o caminho para as supersafras”. Em fevereiro de 1989, Iris anunciou mais uma supersafra de grãos e gêneros, gerando dúvidas e fazendo incidir sobre as safras anteriores desconfianças quanto aos seus verdadeiros resultados. O anúncio, então, foi averiguado pela Companhia de Financiamento da Produção (CFP), que verificou que os números previstos para a safra pelo Ministério da Agricultura eram inconsistentes. Políticos que lhe faziam oposição viram no anúncio das supersafras uma estratégia de autopromoção na sua disputa interna no PMDB.
Em março de 1989, Iris foi derrotado por Ulisses Guimarães na disputa pela presidência do PMDB. Às vésperas das eleições presidenciais de novembro de 1989, configurada a cisão do partido, Iris liberou seus seguidores e integrantes do bloco moderado para que votassem em quem quisessem. Ele declarou seu apoio ao candidato Fernando Collor de Melo, do Partido da Reconstrução Nacional (PRN), que acabou vitorioso no segundo turno das eleições de outubro de 1989, a primeira pela via direta depois de 29 anos.
Iris deixou o Ministério da Agricultura em março de 1990, quando chegou ao fim o governo Sarney.
Anos 1990 – De volta ao governo de Goiás e problemas com a Justiça
Em outubro de 1990, Iris voltou a disputar o governo de Goiás, derrotando o candidato Paulo Roberto Cunha, do Partido Democrata Cristão (PDC). Tomou posse pela segunda vez no governo goiano em março de 1991. Procurou aproximar-se politicamente do presidente Collor, defendendo as medidas provisórias usadas largamente por aquele presidente como instrumento de governo. Defendeu a liberdade dos governadores do PMDB de optarem por uma linha de ação independente da orientação do partido em termos nacionais, o que provocou uma reação da maior parte do PMDB, que fazia oposição a Collor.
Depois do impeachment de Collor, em setembro de 1992, Íris articulou o bloco de oposição a Itamar Franco, vice que assumiu a presidência no lugar do presidente afastado.
Os laços que manteve com Collor até o momento do impeachment fizeram com que Iris permanecesse esquecido em Goiás até abril de 1994. Nesta data, desincompatibilizou-se para concorrer, ainda pelo PMDB, a uma cadeira no Senado. Foi substituído no governo goiano por Agenor Resende, presidente da Assembleia Legislativa, já que o vice-governador Maguito Vilela, era candidato, com o seu apoio, à sucessão do governo de Goiás pelo PMDB.
Pouco depois da desincompatibilização, a Justiça Federal ordenou a suspensão dos Títulos da Dívida Agrária (TDAs) emitidos durante a gestão de Iris à frente do Ministério da Agricultura, por suspeita de irregularidades nos prazos e nos valores de resgate. Em junho, Iris voltou a ter problemas com a Justiça, quando foi intimado pelo Núcleo do Meio Ambiente do Ministério Público de Goiás para dar esclarecimentos sobre a desapropriação do Instituto Goiano de Radiologia, no seu primeiro governo. A desapropriação, feita às pressas e sem critério, deixou aparelhos radiológicos que operavam com elementos radioativos abandonados em terrenos próximos ao hospital. Em 1987, os aparelhos foram encontrados por catadores de papel e violados, vindo a contaminar pessoas na capital com o césio 137, um dos elementos químicos mais perigosos.
No Senado Federal
Eleito senador em outubro de 1994, no mesmo pleito sua esposa e homônima, Iris Resende, foi candidata à vice-presidente da República, na chapa do PMDB encabeçada pelo ex-governador paulista Orestes Quércia. O vencedor da eleição presidencial foi Fernando Henrique Cardoso, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que tomou posse em janeiro de 1995.
No fim de 1995, Íris tornou-se presidente da Comissão de Constituição e Justiça, uma das mais importantes do Senado.
No segundo turno das eleições municipais de 1996, o candidato peemedebista Luís Bittencourt, apoiado por Íris, foi derrotado por Nion Albernaz, do PSDB, na disputa pela prefeitura de Goiânia. Isso pareceu significar, para alguns, o fim do “irismo” e o declínio de sua máquina política no estado de Goiás, com repercussões negativas em sua pretensão de ser presidente do Senado.
Em janeiro de 1997, o governo federal deixou claro seu descontentamento com a candidatura Iris a presidente do Senado e com a insistência de parte do PMDB em mantê-la, o que gerou grave ameaça aos cargos ocupados no governo por integrantes do partido. Iris, tido como um “governista de ocasião”, por seu turno, ameaçava derrubar no Senado a emenda da reeleição para os cargos do Executivo, de interesse do presidente Fernando Henrique e de seus aliados. Mas em fevereiro do mesmo ano, ele acabou derrotado na disputa da presidência do Senado por Antônio Carlos Magalhães.
Ministro da Justiça
Em maio de 1997, o PMDB acabou por indicar o nome de Iris para o Ministério da Justiça. Iris deixou o Senado, assumindo o irmão, o suplente Otoniel Machado. A comemoração de sua posse chamou a atenção da imprensa, principalmente a de São Paulo, pelo número de correligionários que foram levados ao Distrito Federal, não faltando quem denunciasse o uso da máquina pública na cerimônia.
Ainda no mês de maio, Iris exerceu a influência que mantinha sobre as bancadas peemedebistas no Senado e na Câmara para ajudar a impedir a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) em que seriam investigadas denúncias de compra de votos de parlamentares para a aprovação da emenda que permitia a reeleição para cargos executivos, o que demonstrou sua adesão à causa governista. Nesse mesmo mês, numa operação da Polícia Militar de São Paulo para desocupar um conjunto habitacional, três sem-teto morreram e Íris declarou, segundo a Veja: “O crime, muitas vezes, é inevitável.”
Em setembro de 1997, Íris Resende defendeu, num encontro com os secretários estaduais de Segurança Pública, a aliança entre fazendeiros e a polícia para tentar evitar as invasões de terra. Na reunião, segundo depoimento de um participante à revista IstoÉ, Íris teria declarado que “polícia e fazendeiros têm de andar de mãos dadas para cumprir mandatos judiciais”.
Final dos anos 1990 – Derrota para Marconi Perillo
Iris deixou o Ministério da Justiça em abril de 1998, por força da legislação eleitoral que o obrigava à desincompatibilização para poder disputar o governo de Goiás em outubro. Assumiu a pasta em seu lugar o senador alagoano Renan Calheiros, também do PMDB. De volta ao Senado, em agosto de 1998, já em plena campanha, Iris foi acusado de, no tempo em que era ministro, ter assinado um contrato sem licitação, no valor de 395,3 milhões de dólares, com uma empresa estatal francesa visando ao reaparelhamento da Polícia Federal. O contrato previa a compra de helicópteros e impressoras. O caso motivou uma nota da embaixada americana ao novo titular da pasta, Renan Calheiros, criticando a falta de licitação e ameaçando com sanções o governo brasileiro, que acabou suspendendo o contrato.
Favorito absoluto nas primeiras pesquisas de opinião para o governo de Goiás (seu nome tinha no início da campanha cerca de 60% das intenções de voto), Iris chegou a afirmar que sua vitória já estava assegurada. Contudo, a estratégia do seu principal adversário, Marconi Perillo, do PSDB, foi associar a imagem de Iris a um esquema de poder familiar, que foi chamado de “familiocracia”. Perillo teve como principal arma de campanha o humorista Pedro Bismark, que, encarnando o personagem de um programa humorístico de televisão Nerso da Capetinga, apelidou o esquema de poder de Iris de “panela”.
Perillo lembrava que, se eleito, Iris abriria uma vaga no Senado para o suplente Otoniel Machado, seu irmão. Da mesma forma, caso o ex-governador Maguito Vilela (PMDB) fosse eleito senador, Otoniel integraria o secretariado de Iris, abrindo uma segunda vaga no Senado, desta vez para dona Iris, sua suplente e esposa de Iris Rezende. Partindo para o contra-ataque, Iris associava a candidatura de Perillo a um grande caldeirão, no qual cabia a ampla aliança partidária reunida em torno do candidato tucano.
A estratégia de Perillo deu certo e, já no primeiro turno, realizado no dia 4 de outubro, Iris foi derrotado por uma pequena diferença: recebeu 914.035 votos, contra 946.588 dados a Perillo. No início da campanha para o segundo turno, Iris Resende estava 20 pontos percentuais atrás de Perillo. No dia 25 de outubro, por ocasião do segundo turno, o candidato tucano confirmou sua vitória, obtendo 53,28% dos votos válidos (1.157.988), contra 46,72% dados a Iris (1.105.340).
Após a derrota, Iris voltou a exercer seu mandato no Senado.
De volta ao Senado
Na legislatura de 1999-2003, que correspondeu à segunda metade do seu mandato de oito anos como senador, Iris teve atividade parlamentar mais ativa. Foi o 2º vice-líder do PMDB no Senado Federal, entre março de 2000 e agosto de 2001.
No pleito de outubro de 2002, tentou se reeleger para o Senado pelo PMDB. Apesar da expressiva votação (recebeu 1.047.827 votos), não conseguiu emplacar um novo mandato. Deixou o Senado ao término da legislatura, em 31 de dezembro de 2003.
Anos 2000 – Retorno à Prefeitura de Goiânia e aposentadoria
A saída do Senado Federal representou para Iris a possibilidade de um retorno ao Executivo, como candidato à Prefeitura de Goiânia. A decisão, no entanto, não foi tão simples, pois apesar da boa receptividade das pesquisas de opinião, segundo o jornal Opção, para se fortalecer, a candidatura do peemedebista precisava costurar apoios e alianças, inclusive com adversários como Ronaldo Caiado, do PFL (mais tarde Democratas – DEM).
A candidatura de Iris foi definida no último momento devido a outro fator, de ordem interna do PMDB. Enquanto havia aqueles que defendiam a indicação do ex-senador para concorrer à prefeitura da capital goiana, outros preferiam que o partido se estruturasse melhor para concorrer nas eleições para o governo do estado em 2006. A aliança com o PFL também não era unanimidade em ambos os partidos, havendo quem defendesse que o PFL lançasse a candidatura de Rachel Azeredo.
A popularidade de Iris e as pesquisas favoráveis que apontavam sua vitória tanto no primeiro quanto no segundo turno, acabaram por definir a opção do PMDB por sua candidatura em 2004. O resultado das urnas confirmou as expectativas. Iris Resende foi eleito no segundo turno com 56,71% dos votos válidos, derrotando o candidato Pedro Wilson, do PT, que tentava a reeleição.
À frente da administração municipal, Iris Resende dedicou-se a melhorar a educação pública de Goiânia por meio da contratação de professores e de investimentos na construção de novas escolas. Inaugurou 35 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIS). Atento às questões ambientais, realizou obras de urbanização na cidade por meio da construção de mais de 200 praças e a revitalização de outra centena, medidas que promoveram a melhoria das condições de segurança, lazer e a valorização dos imóveis localizados nas áreas urbanizadas.
Foram realizadas, ainda, obras de pavimentação de ruas, de revitalização de terminais rodoviários e a abertura de novas linhas de ônibus. No campo administrativo, o prefeito cortou gastos no setor de limpeza, revendo contratos de funcionários terceirizados, diminuiu verbas com publicidade, redistribuídas para setores considerados prioritários, e chegou mesmo a reduzir despesas com os telefones da Prefeitura.
Mas, apesar dos resultados positivos divulgados pela imprensa goiana, a gestão de Iris não passou incólume a acusações. Em 2006, o juizado da 2ª vara da Fazenda Pública Municipal condenou o prefeito, seu secretário de Administração, Agenor Mariano, e o ex-presidente da Comissão de Licitação da Prefeitura, Fábio Passaglia, a indenizar os cofres públicos e as empresas que firmaram contratos com a Prefeitura na gestão do antecessor de Iris, Pedro Wilson, os quais ainda estavam em vigor. A revogação indevida dos contratos teria gerado prejuízo superior a 10 milhões de reais às empresas prestadoras de serviços e fornecedoras de máquinas e caminhões, por exemplo, para obras da Prefeitura de Goiânia. A alegação de Iris para a suspensão dos contratos foi de que os mesmos foram firmados na gestão anterior à sua, mas esqueceu-se do princípio pacta sunt servanda (cumpram-se os acordos), atentando contra o estado de direito. Para a oposição, a intenção de Iris, que abriu novas concorrências para os mesmos contratos que cancelou, era favorecer os interesses de empresas que haviam financiado sua campanha em 2004.
Não obstante os problemas com a Justiça, Iris inaugurou, em novembro de 2007, uma de suas mais importantes e esperadas obras em Goiânia, o Viaduto da Praça Latif Sebba, mais conhecido como Viaduto do Ratinho. Considerada pelo prefeito uma obra ansiada pela população goiana para a melhoria do trânsito na capital, o viaduto foi erguido em três meses pela Planex Engenharia a um custo de 7,3 milhões de reais.
A boa receptividade da gestão de Iris na Prefeitura de Goiânia credenciou sua candidatura à reeleição no pleito de outubro de 2008. A popularidade de Iris e a receptividade de suas realizações à frente da Prefeitura de Goiânia não só contribuíram para a recuperação do PMDB em Goiás, mas também garantiram a recondução do prefeito ao cargo, no primeiro turno das eleições de outubro de 2008, em que deixou para trás o candidato Sandes Júnior, do Partido Progressista (PP), legenda do governador do estado, Alcides Rodrigues.
Iniciou novo mandato em 1º de janeiro de 2009, mas no ano seguinte abdicou da prefeitura para se candidatar ao governo estadual. Nas eleições de outubro foi derrotado, no segundo turno, novamente por Marconi Perillo, do PSDB. Rezende e Perillo se confrontaram novamente nas eleições de 2014, quando o tucano novamente derrotou o peemedebista no segundo turno e se reelegeu governador de Goiás.
No decorrer de julho de 2016, após cinco décadas dedicadas à vida pública, escreveu uma carta publicada por órgãos da imprensa, anunciando o fim de sua carreira política. No documento, entre outros pontos, afirmou que nenhum outro político devia mais a Goiânia. Ao apontar obras consideradas legado de suas gestões, Rezende também destacou que a capital jamais se envergonhou dele e que em cada canto da cidade havia uma marca de seu trabalho e de sua dedicação.
No mês seguinte, no entanto, teve sua candidatura à prefeitura goianiense oficializada pelo PMDB, que teria dissolvido cinco pré-candidaturas para apoiá-lo. Nessa ocasião, o político afirmou que estava voltando atrás de sua decisão e, ao portal de notícias G1, disse que, se eleito, trabalharia incansavelmente, inclusive aos sábados e domingos, para executar mutirões de trabalho para construir casas e limpar lotes baldios.
No pleito municipal de outubro de 2016, Iris Resende foi votado por 277.074 eleitores (40,47% dos votos) e garantiu uma vaga no segundo turno contra o candidato Vanderlan Cardoso, do PSB, que obteve 217.981 votos (31,84% da votação). Apesar de pesquisas terem apontado empate técnico entre os candidatos na segunda parte da disputa, Rezende foi eleito com 379.318 votos (57, 70% da votação), tendo obtido razoável margem sobre seu oponente, votado por 278.074 eleitores (42, 30% da preferência do eleitorado).
Ainda em janeiro de 2017, Iris reuniu-se com o governador do estado Marconi Perillo, com o objetivo de discutir parcerias em todas as áreas, sobretudo na educação e na saúde. No encontro que uniu adversários políticos de longa data, o governador de Goiás frisou o respeito que tinha pela história e pela biografia do prefeito goianiense, pontuando aos jornalistas que os acompanhavam a disposição do governo estadual em colaborar com as necessidades pertinentes à prefeitura da capital.
No ano passado, abriu mão da reeleição e anunciou sua aposentadoria da política. (Com informações do CPDOC/Fundação Getúlio Vargas).







