Julio Paschoal: CPI DA PANDEMIA: POR QUE O MEDO ?

A primeira seção da CPI da Pandemia, foi tumultuada com os senadores da base do governo, ameaçando não aprovar as solicitações pela presença do senador Renan Calheiros, na relatoria.

Como se isso não bastasse a todo momento se revezavam pedindo a palavra e apresentando requerimentos com o único objetivo: de paralisar a seção e evitar que os trabalhos tivessem celeridade.

Por que o medo do governo? Ele não fez sua parte? No entendimento da área jurídica do governo, o seu papel era apenas de repassar os recursos para Estados e Municípios. Pelo que foi amplamente divulgado nos meios de comunicações, os recursos foram repassados à esses entes federados. Se existe alguma irregularidade na aplicação desses recursos, devem ser abertas comissões parlamentares de inquérito nos estados e municípios e/ou os Tribunais de Contas, também auditar o uso dos recursos públicos recebidos por esses entes já nominados.

Parece-me que a preocupação assenta nas outras solicitações:

1) Tratamento Precoce no site do Ministério da Saúde e defendido pelo Presidente da República.

2) Ações de combate a pandemia em Manaus

3) Convocação dos ex ministros da saúde e também o atual.

4) O por que de não ter entrado nos consórcios para aquisição das vacinas.

5) A não aquisição das 70 milhões de vacinas da Pifzer, em abril de 2020.

Nesse caso tudo indica pelo comportamento da base governista, que a o que se explicar, talvez nesses itens está o medo do governo.

Preocupações a parte entendo que o presidente da república, não tem o que temer, uma vez que é um paladino na defesa do que é correto e também no combate a corrupção.

O ponto crucial está na defesa do tratamento precoce, com medicamentos reposicionados, sem dar a mesma ênfase à compra de vacinas, essas já aprovadas pelas agências internacionais de saúde e aceitas pela Organização Mundial de Saúde.

A justificativa do Planalto, para ações nesse sentido, foi a preocupação com a economia, esqueceu o presidente que a economia só irá se recuperar na totalidade com um processo de vacinação em massa, como tem ocorrido com os EUA, que pode alcançar um crescimento acima de 5% o que além de riqueza garantirão empregos, tudo que não há no país.

Aqui geramos mais de um milhão de empregos e temos vinte milhões de desempregados mais quarenta milhões no mercado informal.

Talvez os dados aqui mencionados justifiquem essa CPI.

 

Júlio Paschoal

Economista e Professor de Economia da UEG

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Alan Ribeiro
Alan Ribeiro

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