
Mais de um milhão de mortos por coronavírus. O número é alcançado quase nove meses após o primeiro óbito oficial devido à doença, em 11 de janeiro, e quase sete após a OMS declarar que a Covid-19 era uma pandemia. O dado é baseado em estatísticas reunidas pela universidade americana Johns Hopkins, que registrava precisamente 1.002.129 óbitos até as 6h25 de hoje, horário de Brasília. Especialistas acreditam que os números reais de casos e de mortes são muito maiores — e que a marca já foi superada há várias semanas.
A crise sanitária, que se desdobrou em crise econômica e política, agravou desigualdades já muito acentuadas em todo o mundo. O número — 1 milhão — equivale a 13 Maracanãs lotados ou a toda a população de Maceió. Enquanto as primeiras 500 mil mortes foram registradas em seis meses, as últimas 500 mil foram registradas em apenas três. O número de casos diários de Covid-19 no mundo todo é hoje mais que três vezes maior do que a média diária de abril, período em que o Brasil, Europa e Estados Unidos, entre outros lugares no mundo, começaram a enfrentar medidas duras de quarentena. Ou seja: o planeta nunca conseguiu diminuir a média diária — ou “baixar a curva”. A pandemia segue em aceleração. Nos últimos 30 dias, em média, 5,3 mil pessoas morreram diariamente de Covid-19 no mundo. Esse número é inferior à média diária de abril (6,3 mil) mas superior ao que era registrado em junho (4,4 mil casos por dia).
O Brasil, um dos mais atingidos, registrou 385 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 142.161 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil, nos últimos sete dias, foi de 687 óbitos, uma variação de -15% em relação aos registrados em 14 dias.
Por falar em EUA, o número de novos casos de Covid-19 nos Estados Unidos aumentou pela segunda semana consecutiva em 27 dos 50 estados, de acordo com uma análise da Reuters.
No Canadá, a província de Quebec relatou ontem outro aumento nas infecções diárias. Segundo a imprensa local, o governador François Legault anunciará novas restrições para Montreal, sua cidade mais populosa.
Já Wuhan, na China, não registra novos casos desde maio. Marco zero da pandemia do novo coronavírus, a cidade voltou à normalidade e tem ruas comerciais cheias. Moradores criticam a resposta global à pandemia.
E novos dados confirmam que a letalidade real da Covid-19 é extremamente baixa em crianças de 5 a 17 anos de idade. Entre 1º de março e 19 de setembro, a letalidade calculada para crianças em idade escolar nos Estados Unidos foi de 0,018%, segundo estudo.
Fonte Canal Meio