
Algo está ocorrendo neste exato momento nas periferias das regiões metropolitanas de Goiânia, do Entorno do Distrito Federal e da região sudoeste – Rio Verde, Jataí e Mineiros.
Trata-se de uma onda que começou a se mexer na última semana – e pode vir forte como um tsunami. Os indecisos para as eleições ao Senado Federal passaram a fazer uma pergunta: em quem votar. E em breve saberão.
Dentre todos os institutos, os indecisos chegam a casa dos 60%, quando a pesquisa em questão é a espontânea. Esse grupo de indecisos – que em questão de horas já terá um novo posicionamento – dificilmente se dispersará para o líder Marconi Perillo (PSDB), que tem a maior rejeição da história para o cargo que pretende ocupar.
Diante deste cenário, de decisão primada do voto, em um contexto de disputa majoritária, com uma rejeição que pode chegar a casa dos 45% para o candidato tucano, a tendência de queda de Marconi é real e cada vez mais certa.
A pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 31, pela rádio Sagres AM (Antiga 730, rádio K, rádio Clube), mostra Jorge Kajuru (PRP) na liderança – 20,3% contra 16,3% de Marconi Perillo, Lúcia Vânia (PSB) com 11,2%; Vanderlan Cardoso (PP) com 8,8% e Wilder (DEM) com 3,2%. Talvez ela tenha detectado uma espiral do silêncio – quando a opinião pública evita falar em quem vota, mas na hora ‘H’ decide quem será o escolhido.
Pode ser o primeiro sinal e primeira fotografia da onda que teve início nos bolsões de voto.
FATOR CAIADO
É preciso entender dois fatos que anda não foram percebidos pelos analistas e, claro, pelos eleitores: Ronaldo Caiado (DEM) é líder absoluto em todas as pesquisas, com vitória garantida no primeiro turno, se confirmarem os números expostos por todos institutos relevantes.
Pois bem, no momento que o eleitor de Caiado, em grande parte militante e não interessado, saber que o senador Wilder (DEM) e Jorge Kajuru (PRP) são os “candidatos” de Caiado a tendência é que ocorra um despejo massivo e inimaginável de votos nestes dois nomes. Os dois têm trabalhado a campanha em conjunto como a “Dupla WK”.
A questão é esta: fichas-limpas, os dois vão bater no horário eleitoral esta credencial e comparar o que fizeram com os demais candidatos. Kajuru vai agora para o que melhor sabe fazer: falar com a população.
Outro fator é a campanha de Vanderlan. Caso ele mude sua estratégia (geralmente começa bem, mas depois cai por falta de ritmo), poderá oferecer risco aos candidatos da base aliada. E neste caso existiram três agentes de realocação de votos.
Sabe-se que pelo detector de corrupção (www.detectordecorrupção,com.br), tanto Lúcia Vânia quanto Marconi aparecem como investigados.
É neste contexto de críticas e acusações que sofrerão ataques daqui para frente.
Artigo de Welliton Carlos*