
Última vítima identificada é de Jaupaci, na região central do estado. Comitê vai debater ações da pasta e o que ainda é necessário para combater todos os tipos de gripe.
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A gerente de Vigilância Epidemiológica de Goiás, Magna Maria de Carvalho, durante coletiva de imprensa sobre casos de H1N1 (Foto: Vanessa Martins/G1)
A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) confirmou nesta terça-feira (3) a terceira morte por H1N1 no estado neste ano. A vítima morava em Jaupaci, na região central. Também foi confirmada uma morte por H3N2, outro tipo de Influenza A. Para combater o avanço das doenças, o governo criou um comitê que vai debater sobre ações e levantar o que ainda é necessário ser feito.
Uma das primeiras ações do comitê criado pela SES-GO foi a reserva de 30 leitos de hospital para casos graves das influenzas. De acordo com a gerente da Vigilância Epimilógica, Magna Maria de Carvalho, só na última semana foram registrados 14 casos graves de influenza A. A notificação da doença não é compulsória desde 2012 e, por isso, não são compiladas todas as ocorrências.
“A secretaria está preocupada, é um aumento significativo, mas é sazonal”, afirmou a gestora. “Goiás não vive epidemia, o número de casos está crescendo, mas estamos em alerta para epidemia.”
A Influenza A é dividida em dois tipos, de acordo com o vírus que a provoca: H1N1 e H3N2. As últimas mortes por H1N1 ocorreram em 2016. Também existe a Influenza B.
A SES-GO destaca que a vacinação é importante todos os anos porque os vírus sofrem mutações e, a cada nova dose, a vacina protege contra um novo tipo.
O órgão lembra que os grupos prioritários na imunização são: crianças com mais de 6 meses e menos de 5 anos, gestantes, puérperes (mulheres que deram à luz há 40 dias ou menos), servidores da saúde, professores, adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas, presos, servidores do sistema prisional idosos e pessoas com doenças crônicas.
O boletim mais recente, divulgado na segunda-feira (2), registrou 50 casos de Influenza, sendo 44 diagnósticos de H1N1, cinco por H3N2 e um de Influenza B. O documento aponta ainda para 235 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), que podem ter várias causas, entre elas as gripes, registrando aumento de 16% em uma semana.
“Por enquanto o que predomina é H1N1. Pode ter circulação de H3N2 também, pode ter vindo do hemisfério norte. Dentro da síndrome, a maior preocupação é com a influenza porque, historicamente, ela tem mais potencial de epidemia”, afirmou.
Magna destaca que a vacina fornecida pela rede pública de saúde protege contra H1N1, H3N2 e Influenza B, que são os tipos com maior número de ocorrências no momento. A gerente avaliou que a época em que ocorreu o aumento sazonal neste ano foi diferente se comparado aos anos anteriores.
“O aumento de casos geralmente ocorre em março, abril e maio. Esse ano o aumento veio em fevereiro. Começou antes do esperado. Geralmente nessa época de outono essas doenças tem alta, mas não era esperado que fosse maior que o ano passado”, avaliou.
Sintomas
O médico infectologista Boaventura Bras explica que os principais sintomas da gripe H1N1 são os mesmos de um estado gripal comum, como febre que dura entre 3 e 5 dias, tosse seca, secreção e dores no corpo. A forma mais eficaz de evitar a transmissão do vírus é a higienização das mãos, principalmente com álcool gel.
Caso a pessoa tenha algum sintoma da doença, ela pode procurar qualquer unidade de saúde e, lá, será dado o encaminhamento adequado a ela, de acordo com a gravidade da doença.
Quem pode se vacinar?
Podem se vacinar bebês a partir de 6 meses de idade. A vacina é contraindicada apenas para aqueles que têm alergia a ovo, segundo o médico infectologista.
Os grupos prioritários são grávidas em qualquer período da gestação, crianças entre 6 meses e 5 anos e idosos acima de 65 anos. Também têm recomendação de vacinação portadores do vírus HIV, com problemas cardíacos, diabéticos, com insuficiência renal e doenças respiratórias crônicas.
Quem já teve H1N1 pode contrair a doença de novo?
“Pessoas que já tiveram comprovadamente a gripe H1N1 têm uma resistência maior ao vírus, então seria mais difícil contrair novamente. Porém, o vírus sofreu modificações e ele também pode ser infectado por outros vírus dentro da influenza”, explicou o médico.
Além disso, familiares de pacientes com o vírus também precisam tomar cuidados especiais. “Os parentes também precisam tomar o mesmo medicamento, mas em uma dose menor, mas tudo com orientação médica”, completou.



