
Juiz passeia em campo, não faz firulas e ganha de goleada.
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O juiz Sérgio Moro não teve adversário na primeira entrevista exclusiva que concedeu a uma emissora de televisão desde os primeiros passos da Operação Lava Jato, lá se vão quase quatro anos.
Disse o que quis, da maneira que quis, sem deixar-se intimidar e, é bem verdade, sem que ninguém ao seu redor tivesse demonstrado disposição para tal. De certa forma, todos foram reverentes com ele.
Não fugiu a nenhuma pergunta da bancada de cinco jornalistas comandada por Augusto Nunes, em sua última aparição como apresentador do programa Roda Viva, da TV Cultura.
Foi hábil ao não criticar uma só decisão do cada vez mais controverso Supremo Tribunal Federal. Nem por isso negou-se a afirmar que o eventual fim da prisão em segunda instância será “um passo atrás”.
Elogiou os ministros Edson Fachin e Celso de Mello. Marcou sob pressão a ministra Rosa Weber, a quem também elogiou. Evitou bola dividida ao não mencionar os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso.
O destino de Lula, para Moro, é caso liquidado. Uma vez que o condenou, e que o tribunal de Porto Alegre, por duas vezes, confirmou a condenação, a Moro só cabe mandar prendê-lo quando, e se o Supremo o permitir.
Fonte blog do Noblat
Sérgio Moro (TV Cultura/Reprodução)


