Celebridades Entretenimento

Ney Matogrosso aos 80 anos

36-4-418x235
NA ATIVA Ney Matogrosso: “se eu me acomodar, vou perder a graça” (Crédito: Divulgação)

O cantor comemora cinco décadas de carreira com um lançamento no dia de seu aniversário e uma ótima biografia

37-4Não é comum ver um artista mantendo o alto nível de produção criativa aos 80 anos. Mas quem disse que Ney Matogrosso é um artista comum? Um dos maiores intérpretes da música brasileira faz aniversário em 1o de agosto e presenteia seus admiradores com o EP “Nu com Minha Música”, lançamento das primeiras quatro faixas do álbum que sai em novembro e que terá ao todo 12 canções. Além da versão que batiza o EP, de autoria de Caetano Veloso, há ainda “Gita”, de Raul Seixas, “Mi Unicórnio Azul”, do cubano Silvio Rodríguez, e “Se Não For Amor, Eu Cegue”, de Lenine e Lula Queiroga. Como Ney escolhe o repertório? “Se a letra é compatível com algo que eu diria se fosse o compositor, então eu a seleciono”, explica. Ele afirma que seu desafio é seguir realizando novos projetos, mas perde o entusiasmo ao falar da situação do Brasil. “Voltamos a ser um país de mendigos, como éramos no passado. Isso é consequência de um governo que não soube lidar com a pandemia.” Ele vê, no entanto, algo positivo sobre a crise: “o brasileiro mostrou sua solidariedade”. Em relação à vitalidade aos 80 anos, Ney diz que o segredo é manter a cabeça ativa: “Se eu me acomodar, vou perder a graça. Gosto de fazer sempre o inesperado”. Há algo, porém, que não tem nada de inesperado: suas cinco décadas ininterruptas de sucesso.

Luta por liberdade

“Ney Matogrosso, a Biografia” (Cia. das Letras), do jornalista Júlio Maria, narra a trajetória do artista desde a infância, marcada pela repressão do pai, militar, até os encontros com grandes parceiros de vida, como Cazuza e o grupo Secos & Molhados. O livro revela passagens sobre o início da carreira, no teatro: “Eu não tinha nada a perder. Essa experiência me levou a criar um personagem que me protegeu”, diz. “Aprendi cedo a valorizar a independência e a liberdade para escolher ser o que eu quisesse”.

Opinião do Blog do Alan Ribeiro Jornalismo de Verdade – Ney Matogrosso sempre foi um artista além do seu tempo e um dos primeiros artistas que  tive a oportunidade de entrevistar. Foram enormes sucessos no decorrer destes 50 anos de carreira. 

 

 

Allan Ribeiro

Minha história com o jornalismo tem uma trajetória que começou a ser escrita aos 11 anos de idade, quando comecei a representar o jornal O Diário da Manhã.
O fiz por gostar de ler e de estar informado. De entregar o jornal passei a enviar notícias da cidade a serem publicadas.
Ao visitar o jornal, em conversar com o senhor Batista Custódio, surgiu a possibilidade de publicar artigos sobre temas específicos. Foi o que fiz, e ver a repercussão só me incentivou.
Deste ponto passei a publicar também no O Popular. Como a volta do Novo Horizonte ao futebol profissional integrei a equipe da Rádio Xavantes, graças a Deus, naquela oportunidade o time subiu para a divisão de elite.

Adicionar comentário

Clique para comentar