Goiás

MDB anuncia rompimento com Rogério Cruz tendência é aliança com Caiado para 2022

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Presidente estadual do MDB, Daniel Vilela, e o governador Ronaldo Caiado, expectativa de aliança em breve para 2022 – (foto: Jornal Opção)

A decisão do MDB tomada na noite de domingo, de entregar ao prefeito de Goiânia Rogério Cruz (Republicanos) os cargos que detém na prefeitura. A tendência de agora em diante, segundo conseguimos apurar, é que o partido caminha para antecipar em breve o fechamento de aliança com o DEM do governador Ronaldo Caiado, para as eleições de 2022, quando o democrata disputará a reeleição. Antecipação, porque a aliança já caminhava a passos largos para acontecer de qualquer forma, mas só seria oficializada lá por meados do primeiro semestre do próximo ano.

O presidente do partido, Daniel Vilela já vinha observando com “lupa” o cenário da eleição que está se desenhando para o ano que vem, e não deve ter visto muita coisa interessante, em termos de opções viáveis para fazer aliança. Entre as opções detectadas em suas observações, ele deve ter se atentado para duas situações com mais nitidez entre os partidos de perfil liberal: de um lado estará o governador Ronaldo Caiado tentando a reeleição e, de outro ninguém tem ideia ainda de quem será o candidato da oposição.

Por causa de sua liderança na condição de governador do Estado, Caiado está sendo visto entre muitos partidos como uma espécie de “porto seguro”, para ancorar a maior coligação em termos de opção para fazer aliança política-eleitoral para as eleições de 2022. Daniel já fez as contas do tempo que o MDB está fora do poder no Estado e sabe também que diante do quadro confuso na futura oposição, que deverá se formar para o próximo ano, o mais prudente é não arriscar colocar a nau emedebista para navegar em águas turvas.

O último governador eleito pelo MDB em Goiás foi Maguito Vilela, em 1994, para o mandato entre 1995 a 1998. De lá para cá já se passaram 24 anos da eleição e 22 que o partido deixou o governo.

Sem a presença de Maguito Vilela (morto em janeiro por complicações da Covid-19), Daniel sabe também que não é prudente para ele correr o risco de passar mais quatro anos sem mandato, embarcando em projeto de pouca sustentação política. Ele tem sido alertado por pessoas mais próximas que se acontecer por algum acidente de percurso, de ficar mais quatro anos sem mandato, o prejuízo político para a sua carreira será impensável.

Ademais, no que depender dos votos de prefeitos e dirigentes municipais da sigla no interior, não existe mais nenhuma resistência dos emedebistas em fechar aliança com o governador Ronaldo Caiado. Muito pelo contrário, o apoio é geral. Até porque por trás desta engenharia existe um torcedor de grande credibilidade junto ao MDB, que se chama Iris Rezende Machado, hoje um grande amigo do democrata com que troca visitas e tomam um bom café, enquanto discutem assuntos gerais do cotidiano.

Allan Ribeiro

Minha história com o jornalismo tem uma trajetória que começou a ser escrita aos 11 anos de idade, quando comecei a representar o jornal O Diário da Manhã.
O fiz por gostar de ler e de estar informado. De entregar o jornal passei a enviar notícias da cidade a serem publicadas.
Ao visitar o jornal, em conversar com o senhor Batista Custódio, surgiu a possibilidade de publicar artigos sobre temas específicos. Foi o que fiz, e ver a repercussão só me incentivou.
Deste ponto passei a publicar também no O Popular. Como a volta do Novo Horizonte ao futebol profissional integrei a equipe da Rádio Xavantes, graças a Deus, naquela oportunidade o time subiu para a divisão de elite.

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