Artigo

Júlio Páscoal: A Política e os Corruptores

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A política no seu sentido mais amplo, nos remete ao conceito de ação, movimento, dinâmica, enfim se relaciona a tudo aquilo que demanda mudança.

A modificação pode ocorrer em vários segmentos tais como: partidário, fiscal, tributário, classista, educacional, econômico, social, etc.
No campo fiscal, muito diferente do que a sociedade imagina, se leva a uma ação do Estado, que ocorre através do seguinte: alocação de recursos, distribuição da renda e manutenção da estabilidade econômica.
A alocação de recursos, tem como objetivo a realização de bens públicos, devendo ser entendidos como aqueles que não são divisíveis, dentre eles estão os hospitais públicos, as rodovias, praças, escolas, pontes dentre outros.
A distribuição de renda se verifica também através dos tributos: Impostos diretos (renda e propriedade), indiretos (produção), taxas (contraprestação em serviços) e contribuições para fiscais (PIS, COFINS), essas normalmente de caráter temporário.
No atual pacto federativo, por sinal injusto, os impostos vem sendo repartidos de forma desigual entre a União, Estados e Municípios.
A União, concentra 75% das receitas, ficando para ser dividido entre os Estados e os Municípios, apenas 25%. Isso ocorre através do Fundo de Participação dos Estados e Municípios.
O detalhe a ser observado por todos é que as pessoas não moram no país ou estado e sim nos municípios. Nos municípios é que existem a maior parte dos problemas, por isso um novo pacto federativo, deve ser discutido, aprovado e colocado em prática. Nele deve vir mais recursos para os estados e municípios e ficar menos com a união ou governo federal.
No âmbito da ação fiscal ou do Estado, há também a manutenção da estabilidade econômica e essa ocorre através de políticas: tributária, cambial e monetária. Estas políticas, podem ter objetivos diferentes dentre eles: crescimento econômico, desenvolvimento ou apenas o combate a inflação, que nada mais é do que o aumento generalizado de preços, sem que o salário suba na mesma proporção, para que o poder aquisitivo seja pelo menos o mesmo de outrora.
Portanto quando se fala em política, é preciso ter seriedade e compromisso. A mesma não pode ser usada para corromper, malversar, os recursos públicos, pelo contrário deve se dar a eles a destinação correta, para atender a sociedade e principalmente a mais empobrecida.
Em um ambiente de desigualdade social, próprio do nosso país, a política deve ter outro sentido e não o conhecido de todos o de uma relação promíscua onde a corrupção tem prioridade.
As eleições estão aí e devem ser encaradas de forma diferente. Precisa mudar o conceito e a forma de agir entre candidatos e eleitores. O candidato deve se apresentar ao eleitor através de propostas para melhorar a vida das pessoas. Sendo eleitos, as propostas viram projetos de lei e posteriormente políticas públicas, é dessa forma que serão revertidas em bens para a coletividade, esse tem que ser o verdadeiro sentido da política e das eleições.
O eleitor por sua vez não deve usar a política e o período eleitoral, para colher benefícios individuais como: vale combustível, cestas básicas, dinheiro vivo, tijolos, cimento. E sim buscando bens coletivos, como: casas populares, saneamento básico, asfalto, parques, melhores serviços na área da saúde, educação e segurança pública etc.
O VOTO, não pode ser vendido e muito menos comprado, deve sim ser conquistado, pelos serviços prestados a comunidade em caso de reeleição e através de boas propostas e projetos em caso de eleição.
Portanto cidadão, não se coloque perante o candidato, como uma moeda de troca, valorize seu VOTO, ao vendê-lo se corrompe. O candidato por sua vez, não deve se colocar perante o eleitor, como o que compra ou mesmo o corruptor, procure mudar essa imagem, pois sem a política, nada acontece é através dela, que propostas, se transformam em projetos e esses em programas e ações dentro do orçamento público. Fora daí nada acontece.
O fim da política não é alimentar uma legião de corruptos e corruptores e sim, de utilizar recursos que são escassos, para levar benefícios públicos a coletividade. Fora disso é enxugar gelo.

Allan Ribeiro

Minha história com o jornalismo tem uma trajetória que começou a ser escrita aos 11 anos de idade, quando comecei a representar o jornal O Diário da Manhã.
O fiz por gostar de ler e de estar informado. De entregar o jornal passei a enviar notícias da cidade a serem publicadas.
Ao visitar o jornal, em conversar com o senhor Batista Custódio, surgiu a possibilidade de publicar artigos sobre temas específicos. Foi o que fiz, e ver a repercussão só me incentivou.
Deste ponto passei a publicar também no O Popular. Como a volta do Novo Horizonte ao futebol profissional integrei a equipe da Rádio Xavantes, graças a Deus, naquela oportunidade o time subiu para a divisão de elite.

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