Crônicas

O Amor nos Tempos do Covid-19

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Esperar ou esquecer? Sair da zona de conforto? Levar um soco no estômago? Estes questionamentos servem tanto para os tempos que estamos vivendo quanto para a história de Gabriel Garcia Márquez e seus respectivos personagens do livro “O Amor nos Tempos do Cólera”, lançado em 1985. Não faz tanto tempo, hein? Três anos após o autor ganhar o Prêmio Nobel. Este livro é considerado o seu melhor romance, chegando até a superar “Cem Anos de Solidão”.

Mas ninguém quer passar a vida sem amar ou humanamente falando, sem ser amado, não é, meu caro leitor e minha cara leitora? Existe uma necessidade aflorada de aconchego, cheiro no cangote e ‘eu nunca menti o meu tesão por você’. Desejos à flor da pele deixados de lado para desnudar que desde crianças somos condicionados a fantasiar histórias de amor, consumimos contos de fadas (e nenhuma história com moral) e de que o amor é bom sim; quem faz sofrer são as pessoas.

Não digo que isso tudo é de fato ruim. São aprendizados que vamos colhendo pela vida afora. E diante das experiências as quais vamos vivendo. O amor é amor! Só ele basta. Merece todos os exageros como as cartas românticas, a ansiedade colegial ou não, a distância física (sim, lá no livro) e aqui em tempos de quarentena que contabilizaram 23 dias. Se você ainda não surtou para ver o ser amado é uma pessoa equilibrada. E olha que o céu pede calma e equilíbrio.

Imaginem? Com todos nós sensibilizados e lidando com a morte frequentemente? Mas é assim que tem que ser: uma espera que não garante muita coisa no final do túnel ou diante do arco-íris, porém, a certeza que mudará, isso sim. Não seremos os mesmos. Estamos distantes, mas exercemos a cumplicidade e incentivamos a solidariedade. Quem não faz essas coisas boa coisa não é. O Amor nos Tempos do Covid-19 é um mal necessário para quem sofre de ansiedade e é controlador (a). Não temos controle de nada, afinal. Precisamos aprender a amar, deixar acontecer (naturalmente, talvez não). Risos à parte e aprender que o lar é um santuário: de boas ideias, reflexão e diversas mudanças.

Caroline Santana -; Jornalista e Escritora

Allan Ribeiro

Minha história com o jornalismo tem uma trajetória que começou a ser escrita aos 11 anos de idade, quando comecei a representar o jornal O Diário da Manhã.
O fiz por gostar de ler e de estar informado. De entregar o jornal passei a enviar notícias da cidade a serem publicadas.
Ao visitar o jornal, em conversar com o senhor Batista Custódio, surgiu a possibilidade de publicar artigos sobre temas específicos. Foi o que fiz, e ver a repercussão só me incentivou.
Deste ponto passei a publicar também no O Popular. Como a volta do Novo Horizonte ao futebol profissional integrei a equipe da Rádio Xavantes, graças a Deus, naquela oportunidade o time subiu para a divisão de elite.

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