Religião

Deserto: lugar de experiências significativas com Deus

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O maior de todos os profetas, João Batista, escolheu desenvolver o seu ministério no deserto. Por quê? Creio que a escolha foi baseada numa direção divina, que tinha como objetivo fazer com que, tanto João Batista quanto o próprio povo, tivessem experiências significativas com Deus.
1) Deserto – um lugar para ouvir Deus
O deserto, para João Batista, representava um lugar especial onde ele teria condições de se afastar das distrações desta vida, a fim de poder ouvir as ordens de Deus. Todos nós vivemos num mundo agitado, onde nos vemos, muitas vezes, obrigados a correr para cima e para baixo tentando cumprir nossas agendas diárias; mas nem sempre nos damos conta de que tal agitação pode nos distanciar daquele lugar de comunhão, no qual podemos ouvir a suave voz de Deus. Nessas horas é que percebemos o quanto necessitamos tomar a decisão de procurar o “deserto nosso de cada dia”, para que ali Ele fale de maneira que possamos ouví-Lo, sem as interferências que, naturalmente, nos rodeiam todos os dias.
O nosso deserto pode significar um quarto fechado para oração, um tempo recolhido a sós com Deus, ou apenas um lugar e um tempo, quando estar em Sua presença é a coisa mais importante para nós. Se deixarmos de ouvir a Deus em nosso caminhar diário, correremos o risco de perder a direção, a visão e o propósito maior para a nossa existência. Por isso, precisamos ouví-Lo.
2) Deserto – um lugar de renúncia
O texto bíblico mostra que as multidões partiam para o deserto a fim de se encontrar com João Batista e ouvir sua mensagem. Com isso, cada um estava deixando de lado sua casa, seu compromisso, seu conforto, seu trabalho. Tal atitude representava renúncia e despojamento da velha estrutura de vida rotineira, em busca de algo que eles consideravam ser importante para suas vidas. Cada um estava demonstrando esse comportamento, a disposição de renunciar algo de valor para obter o que ainda era precioso.
Essa experiência nos ensina a não esperar a bênção “em domicílio”, mas a valorizá-la, a ponto de seguir em sua busca. Os que não estavam dispostos a deixar tudo e partir para o deserto, também não estariam dispostos a deixar posturas erradas para assumir um compromisso com Deus. Não queremos, com isso, dizer que precisamos “comprar” a bênção de Deus, anulando, assim, a graça que há em Cristo Jesus. É claro que todas as bênçãos nos são concedidas pela graça, e não pelo esforço humano. No entanto, nossas atitudes externas demonstram a intensidade do desejo do nosso coração.
3) Deserto – um lugar desprovido de religiosidade
Cremos que ao pregar o Evangelho de Deus no deserto, João Batista estava promovendo a ruptura com a hipocrisia dos líderes religiosos de sua época, que davam mais valor às suas vestimentas sacerdotais e objetos sagrados, do que fazer verdadeiramente a vontade de Deus. Muitos queriam impressionar o povo com uma aparência de piedade, mas seus corações estavam vazios de Deus e da sua unção. João Batista chocava a multidão, porque suas vestes não eram semelhantes às de um religioso. Sua comida e sua habitação eram totalmente diferentes do convencional. Mas a sua vida expressava tremendo poder e unção do Alto.
Com tudo isso, cremos que Deus estava querendo incutir na mente das pessoas, que elas deveriam estar preparadas para receber algo diferente do habitual. O objetivo era o de ajudar o povo a romper com aquela religiosidade infrutífera, para que pudesse receber de Deus a verdadeira mensagem, totalmente desprovida de religiosidade, e que faria toda a diferença em suas vidas.

O deserto no ministério de João Batista foi um lugar especial onde ele e o povo puderam separar-se para ouvir a voz de Deus de forma mais clara. Para receberem a mensagem do Altíssimo, as pessoas tiveram de deixar o conforto do lar, demonstrando interesse de renunciar coisas importantes por algo de maior valor: a Palavra de Deus. João Batista vestia-se de forma diferente dos religiosos da época, passando sempre a mensagem de que a verdadeira transformação procede de dentro para fora, e não o contrário, por meio de uma verdadeira atitude de arrependimento.

Separe-se agora um pouco a fim de ouvir a voz de Deus em seu coração. Mesmo durante a semana, escolha lugares de menor movimento para que ali você possa ter condições de discernir em seu coração, o que Ele tem para sua vida e para vida dos irmãos.

Allan Ribeiro

Minha história com o jornalismo tem uma trajetória que começou a ser escrita aos 11 anos de idade, quando comecei a representar o jornal O Diário da Manhã.
O fiz por gostar de ler e de estar informado. De entregar o jornal passei a enviar notícias da cidade a serem publicadas.
Ao visitar o jornal, em conversar com o senhor Batista Custódio, surgiu a possibilidade de publicar artigos sobre temas específicos. Foi o que fiz, e ver a repercussão só me incentivou.
Deste ponto passei a publicar também no O Popular. Como a volta do Novo Horizonte ao futebol profissional integrei a equipe da Rádio Xavantes, graças a Deus, naquela oportunidade o time subiu para a divisão de elite.

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