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Na briga de bolsonaristas e Globo, falta verdade dos dois lados

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Esse seria um caminho possível para algum tipo de paz. A partir daí, cada um poderia ir diminuindo o seu fogo

Essa briga entre o que se considera a “ala dura” do governo, de um lado, e a Rede Globo, de outro, não está com cara boa. A menos que, em algum ponto aí adiante, bombeiros dos dois lados se sentem para conversar, coisa que acontece com bastante frequência nas brigas de vida ou morte entre os peixes graúdos que nosso país tem a oferecer, é bem capaz dessa história toda acabar em lágrimas. (Os peixes graúdos metidos na briga não são lá essas coisas, mas são os que temos. Adiante.)

Um começo de conversa poderia estar na admissão, por parte da Globo, que disputou as eleições do ano passado contra Jair Bolsonaro (PSL), de que perdeu e agora quer tirar o homem de lá fabricando um impeachment. O que é que adianta ficar dizendo que não? Cada vez menos gente acredita nisso. Por parte do núcleo duro do bolsonarismo, ao mesmo tempo, poderia haver o reconhecimento de que eles querem, sim, destruir a empresa e tudo o que existe lá dentro. Tanto faz que seja por vingança ou para executar algum “plano estratégico” ultrasecreto — tão secreto que nem os cérebros por trás dele saberiam dizer exatamente do que se trata.

Um caminho possível para algum tipo de paz, portanto, seria que ambos os lados começassem a dizer a verdade. Que tal experimentar essa novidade? A partir daí, cada um poderia ir diminuindo o seu fogo. É muito possível, de qualquer forma, que toda a esperança de um acordo seja apenas uma miragem tola, pois as duas partes podem perfeitamente não ter a menor intenção de se entender a respeito de coisa nenhuma. Do lado dos guerreiros entocados no governo, não há cabeça. Do lado da Globo, não há comando. Não costuma dar certo, quando fica assim.

Fonte Portal Metrópole

Allan Ribeiro

Minha história com o jornalismo tem uma trajetória que começou a ser escrita aos 11 anos de idade, quando comecei a representar o jornal O Diário da Manhã.
O fiz por gostar de ler e de estar informado. De entregar o jornal passei a enviar notícias da cidade a serem publicadas.
Ao visitar o jornal, em conversar com o senhor Batista Custódio, surgiu a possibilidade de publicar artigos sobre temas específicos. Foi o que fiz, e ver a repercussão só me incentivou.
Deste ponto passei a publicar também no O Popular. Como a volta do Novo Horizonte ao futebol profissional integrei a equipe da Rádio Xavantes, graças a Deus, naquela oportunidade o time subiu para a divisão de elite.

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