Crônicas

As armadilhas do tempo

circa 1890:  Two-headed Janus.  (Photo by Hulton Archive/Getty Images)
circa 1890: Two-headed Janus. (Photo by Hulton Archive/Getty Images)

Os romanos tinham uma divindade com duas faces fundidas em opostos cujo nome era Janus. Foi em homenagem a ela que chamaram de “Janeiro” ao primeiro mês de seu calendário, já que é imediato ao ano que se findou e inicia uma nova contagem.

A lição de Janus é a seguinte: se quisermos lidar bem com a vida, é preciso desenvolver a capacidade de olhar para duas direções simultaneamente: o passado e o futuro.

Na prática, olhar para o futuro é um alerta, é buscar preparar-se para as surpresas positivas e negativas que virão. Não se trata de sonhar com finais felizes, mas desenvolver uma percepção tal que permita antever possíveis adversidades que certamente surgem ao longo de toda jornada.

E quanto ao passado? Não olhar com ressentimento ou rancor contra os erros e fatos desagradáveis que consumiram energia boa e produziu envelhecimento sem sucesso. O passado deve significar a fonte de aprendizado que se adquire com coragem e esperança de viver e decidir melhor.

Com esta abordagem, futuro e passado nos habilitam a viver o presente de modo mais simples e sem suposições erradas, pois o tempo foi criado para ser cem por cento aproveitado. Mas isto só é possível com consciência plena do presente. Entregar-se aos sonhos e ilusões de um futuro utópico ou viver a vida como parte de um museu são as duas opções mais tolas e infrutíferas que um indivíduo pode escolher para si.

Aprender, aprender com tudo e aprender com todos só é possível quando nos aliamos ao tempo e o tornamos vivo pelos nossos atos, e não morto pelo ócio e pelo desejo de diversão fácil e ininterrupta.

Abraham Shapiro

Allan Ribeiro

Minha história com o jornalismo tem uma trajetória que começou a ser escrita aos 11 anos de idade, quando comecei a representar o jornal O Diário da Manhã.
O fiz por gostar de ler e de estar informado. De entregar o jornal passei a enviar notícias da cidade a serem publicadas.
Ao visitar o jornal, em conversar com o senhor Batista Custódio, surgiu a possibilidade de publicar artigos sobre temas específicos. Foi o que fiz, e ver a repercussão só me incentivou.
Deste ponto passei a publicar também no O Popular. Como a volta do Novo Horizonte ao futebol profissional integrei a equipe da Rádio Xavantes, graças a Deus, naquela oportunidade o time subiu para a divisão de elite.

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