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Um dia,4 mil mortos: a tragédia brasileira

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Até ontem, apenas os Estados Unidos haviam registrado mais que quatro mil mortes por Covid-19 num único dia. Agora há mais um, o Brasil. Segundo dados levantados junto aos estados pelo consórcio de veículos de comunicação, foram computados ontem 4.211 óbitos, aproximadamente uma morte a cada 20 segundos. O total de vítimas fatais no país chegou a 337.364, com média móvel de 2.775 em sete dias – alta de 22% em relação ao período anterior. (G1)

Enquanto as pessoas morrem na fila por uma vaga em UTI, os hospitais das Forças Armadas mantêm até 85% de seus leitos ociosos, reservados para militares e suas famílias. Os dados foram repassados, após muita protelação, pelo Ministério da Defesa ao Tribunal de Contas da União (TCU). Os hospitais militares consumiram pelo menos R$ 2 bilhões do Orçamento da União em 2020, mas, mesmo diante da pandemia, os únicos civis com acesso a seus serviços são servidores do Ministério da Defesa. (Folha)

E mesmo diante de novos recordes de casos e mortes, o presidente Jair Bolsonaro ironizou, em fala a apoiadores registrada em vídeo, as medidas de isolamento social e debochou da alcunha de “genocida”. Ao ser indagado sobre os mais de 4 mil mortos, ele ignorou a pergunta e disse que “resolveria o problema do vírus em poucos minutos” dando dinheiro à imprensa. (Folha)

Líder da força-tarefa contra a pandemia nos Estados Unidos, o médico Anthony Fauci diz que a situação no Brasil é “muito grave” e que o país deveria “considerar seriamente fazer um lockdown”. Fauci, que enfrentou durante um ano o negacionismo de Donald Trump, reconhece que a situação do Brasil está se espalhando pela América do Sul. (BBC Brasil)

E a pandemia vem cobrando um preço particularmente alto de quem se arrisca a combatê-la. As mortes de profissionais de saúde por causas naturais cresceram 25,9% entre março de 2020 e fevereiro deste ano. Além da própria Covid, muitos foram vítimas de doenças relacionadas ao estresse e ao esgotamento físico. Rio de Janeiro e São Paulo foram os estados com mais mortes nessa área. (Poder360)

No Rio, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira, cassou a liminar que proibia a retomada de aulas presenciais nas escolas públicas e privadas. Segundo Figueira, “os pais podem escolher se deixam ou não seus filhos frequentarem as aulas”. (Globo)

Uma má notícia. Em cada três pacientes que se recuperam da Covid-19, um manifesta distúrbios neurológicos ou mentais. (CNN Brasil)

Duas boas notícias. A Bio-Manguinhos, da Fiocruz, atingiu a marca de 900 mil doses da Covishield fabricadas por dia. O material, porém, precisa passar por um controle de qualidade de até 20 dias antes de ser distribuído. (Poder360)

A outra é que, de acordo com um estudo feito em Manaus, a CoronaVac é efetiva contra a P.1, a variante do Sars-Cov-1 identificada na capital do Amazonas. (Folha)

Coluna do Estadão: “Pesquisadores do Instituto Butantan acenderam um sinal de alerta para a possibilidade da falta de insumos para a produção da Coronavac, responsável pela imunização de nove em cada dez brasileiros. A escassez pode impossibilitar a fabricação de 5 milhões de doses, metade do previsto para este mês.” (Estadão)

Representantes da Anvisa vão à Rússia buscar “pontos fundamentais” sobre a vacina Sputnik V. A liberação da vacina, pedida pelo laboratório União Química, está travada por falta documentos exigidos pela Anvisa. (UOL)

A Câmara aprovou na noite de ontem o projeto de lei que afrouxa a regra para compra de vacinas por empresas. Elas não precisariam mais de aval da Anvisa, e a doação obrigatória de doses ao SUS seria de 50% no máximo. (Poder360)

Allan Ribeiro

Minha história com o jornalismo tem uma trajetória que começou a ser escrita aos 11 anos de idade, quando comecei a representar o jornal O Diário da Manhã.
O fiz por gostar de ler e de estar informado. De entregar o jornal passei a enviar notícias da cidade a serem publicadas.
Ao visitar o jornal, em conversar com o senhor Batista Custódio, surgiu a possibilidade de publicar artigos sobre temas específicos. Foi o que fiz, e ver a repercussão só me incentivou.
Deste ponto passei a publicar também no O Popular. Como a volta do Novo Horizonte ao futebol profissional integrei a equipe da Rádio Xavantes, graças a Deus, naquela oportunidade o time subiu para a divisão de elite.

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