Coronavírus

Covid-19: Casos fatais são 486, mas têm menor crescimento em período de 24h

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Além disso, o último levantamento divulgado pela Saúde constatou redução na quantidade de casos confirmados

Doria pode estender o isolamento por mais 15 dias: São Paulo concentra 41% dos casos confirmados no país(foto: Governo do Estado de São Paulo )

O Ministério da Saúde mapeou ao menos 486 mortes pela Covid-19 no país, sendo que 54 novos óbitos foram registrados pela pasta ontem. Apesar do avanço de casos fatais, esse foi o menor crescimento para um período de 24 horas nos últimos quatro dias. Na comparação com sábado, quando 73 óbitos haviam sido contabilizados pelo ministério, a redução foi de 26%.

Além disso, o último levantamento divulgado pela Saúde constatou redução na quantidade de casos confirmados. Ontem, 852 ocorrências entraram na conta da pasta — o crescimento diário mais baixo desde quinta-feira da semana passada —, elevando o total para 11.130. No sábado, dia em que houve recorde de novos casos até o momento, o ministério havia registrado 1.222 pessoas infectadas pelo novo coronavírus (30% a mais).
São Paulo continua sendo o estado que mais preocupa. A cada cinco novas pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus no país, duas são do estado. Sozinho, concentra 41% dos casos confirmados de Covid-19 (4.620), além de acumular 56,6% dos óbitos (275).
Diante da realidade, é possível que, hoje, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), estenda o período de quarentena por mais 15 dias. A previsão do governo paulista é de que 220 mil casos sejam registrados. Como forma de aumentar os recursos para enfrentar a enfermidade, Doria estuda um pedido de empréstimo de US$ 100 milhões (mais de R$ 500 milhões) ao Banco Mundial.
De acordo com o Ministério da Saúde, São Paulo está ao lado de Distrito Federal, Ceará, Amazonas e Rio de Janeiro como as unidades da Federação em que a transmissão do vírus pode entrar na fase mais crítica nos próximos dias: a de aceleração descontrolada. A advertência da pasta leva em conta a proporção de infectados em relação à população. No DF, por exemplo, a incidência é de 15,3 casos a cada 100 mil habitantes.
Segundo ele, foi investido R$ 1 bilhão para a importação dos respiradores, que devem chegar ao país até o fim de abril. Gabbardo ainda garantiu que o ministério tem mantido diálogo permanente com produtores brasileiros de respiradores para garantir a oferta nacional.
“Também temos produção nacional. Contratamos respiradores que vão ser produzidos no Brasil. Essas empresas vão começar a fazer entregas semanais. Vamos ficar com esses respiradores no nosso centro de distribuição e o alocaremos rapidamente nos locais que tiverem necessidade porque a capacidade instalada chegou perto do seu limite. Se houver diminuição de pacientes nestes locais, poderemos transferir os equipamentos de um local para o outro, na medida em que for necessário”, frisou Gabbardo.
De acordo com o inistério, atualmente o Brasil possui cerca de 65 mil respiradores, sendo que pouco mais de 46 mil estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda segundo a pasta, estão sendo adquiridos leitos de UTI volantes, que podem ser instalados rapidamente na rede pública de saúde para enfrentamento da emergência do coronavírus sempre que houver necessidade. Nesses leitos, informou o ministério, estão incluídos mais respiradores para ajudar na recuperação de pacientes.

Apoio ao isolamento 

Apesar das constantes declarações do presidente Jair Bolsonaro de que o isolamento social é um risco para a economia do país e que as medidas de distanciamento adotadas por alguns estados deveriam ser ajustadas, a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou um documento ao Supremo Tribunal Federal (STF) no qual afirma que o governo federal é a favor do confinamento como forma de se barrar a proliferação do novo coronavírus. No texto, a AGU garante que o Executivo federal segue as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Na semana passada, o ministro do STF Alexandre de Moraes havia determinado que o Palácio do Planalto apresentasse à Corte as medidas que está adotando para enfrentar a pandemia, a pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O documento da AGU entregue ao Supremo, assinado por Bolsonaro e pelo advogado-geral da União, André Luiz Mendonça, frisa que “ao contrário do que alega o autor (OAB), todas as medidas adotadas visam garantir as orientações não só do Ministério da Saúde, mas também da Organização Mundial da Saúde”.
Fonte Correio Brazilense

Allan Ribeiro

Minha história com o jornalismo tem uma trajetória que começou a ser escrita aos 11 anos de idade, quando comecei a representar o jornal O Diário da Manhã.
O fiz por gostar de ler e de estar informado. De entregar o jornal passei a enviar notícias da cidade a serem publicadas.
Ao visitar o jornal, em conversar com o senhor Batista Custódio, surgiu a possibilidade de publicar artigos sobre temas específicos. Foi o que fiz, e ver a repercussão só me incentivou.
Deste ponto passei a publicar também no O Popular. Como a volta do Novo Horizonte ao futebol profissional integrei a equipe da Rádio Xavantes, graças a Deus, naquela oportunidade o time subiu para a divisão de elite.

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