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Ifag recomenda ir devagar com a carruagem

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Há duas correntes de pensamento com relação ao mercado de carnes brasileiras para a China com o advento do coronavírus. A primeira pensa que com o surto de gripe aviária, os frigoríficos nacionais vão suprir o mercado chinês. A outra corrente imagina que agravou sobremaneira a condição logística de como chegar aos portos marítimos da China. Pedro Arantes, do Departamento Econômico do Ifag (Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás, muito conceituado junto aos pecuaristas, recomenda uma espera de 60 a 90 dias. “Mais devagar com a carruagem”,” aconselha.
Pedro Arantes observa que a arroba do boi gordo vem caindo, embora Safras Mercado diga o contrário. Segundo o economista do Ifag, “a carne bovina chegou num tento surpreendente impactando o consumidor” O consumo caiu, em consequência os preços da arroba do boi gordo. O mercado da China,
sem dúvida, precisa de carnes. “Mas, como chegar lá?” pergunta e responde que a logística de transporte hoje encontra-se complexa. Não há notícia de cancelamento de contratos, o que é uma boa na visão de Arantes. Em Goiás, a arroba do boi gordo está cotada a R$182,00.
Tempestade perfeita
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que uma “tempestade perfeita” de preocupações sanitárias e alimentares na China tende. a alavancar a demanda por proteínas da América do Sul, fato que contribuiu para que ações de frigoríficos brasileiros subissem no pregão desta segunda-feira. “Peste suína africana, coronavírus e a gripe aviária influenciam os hábitos do consumidor e podem aumentar a demanda chinesa por carnes do Brasil” rebate à Reuters o presidente da ABPA, Francisco Turra. “Nossos representantes na China nos contam que a grande preocupação deles é a segurança alimentar.”
Mercado
Como fonte segura de carnes, o Brasil -que nunca registrou um caso de gripe aviária ou peste suína africana- deve se beneficiar da situação, segundo Turra. Ele acrescentou que o país possui capacidade para atender ao menos parte da demanda adicional por frango importado, tendo processado cerca de seis bilhões de aves no ano passado.
As ações da maior exportadora de frangos do mundo, a BRF (BRFS3), chegaram a avançar 6% segunda-feira, antes de a empresa devolver ganhos, fechando com alta de 3,4%. Já os papéis da rival JBS (JBSS3) subiram até 3,7% na B3, embora tenham encerrado a sessão com avanço de 2%.
Turra disse que a ameaça vem em um momento em que a China tenta ampliar a produção local de frango, visando a substituição da carne de porco -cuja produção recuou fortemente por causa da peste suína- pela de aves.
Antes dos problemas associados ao coronavírus e à gripe aviária, era esperado que a China produzisse cerca de 12 milhões de toneladas de frango neste ano, enquanto o Brasil tende a produzir por volta de 14 milhões de toneladas, disse Turra. No ano passado, as importações de frango brasileiro pela China
avançaram 34%, enquanto os embarques de carne
suína saltaram 61%, de acordo com dados da ABPA.
Site: http://impresso.dm.com.br/edicao/20200205

Allan Ribeiro

Minha história com o jornalismo tem uma trajetória que começou a ser escrita aos 11 anos de idade, quando comecei a representar o jornal O Diário da Manhã.
O fiz por gostar de ler e de estar informado. De entregar o jornal passei a enviar notícias da cidade a serem publicadas.
Ao visitar o jornal, em conversar com o senhor Batista Custódio, surgiu a possibilidade de publicar artigos sobre temas específicos. Foi o que fiz, e ver a repercussão só me incentivou.
Deste ponto passei a publicar também no O Popular. Como a volta do Novo Horizonte ao futebol profissional integrei a equipe da Rádio Xavantes, graças a Deus, naquela oportunidade o time subiu para a divisão de elite.

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