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Brasil derrota Peru, volta a erguer taça em casa e conquista nono título da Copa América

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Ao erguer a taça, Brasil mantém tradição de vencer torneio sempre que o sediou

Capitão Daniel Alves ergueu a taça no Maracanã e deu início a grande festa dos brasileiros (Foto: Juan MABROMATA / AFP)

Seleção Brasileira confirmou o seu favoritismo no Maracanãderrotou o Peruneste domingo, por 3 a 1, e conquistou o seu nono título da Copa América. Os gols foram de Everton Cebolinha, Gabriel Jesus e Richarlison(de pênalti). Paolo Guerrero descontou, também em cobrança de pênalti.

Ao erguer a taça, o Brasil mantém a tradição de vencer o torneio sempre que o sediou. Foi assim também nas edições de 1919, 1922, 1949 e 1989.

Os outros títulos da Seleção na Copa América foram em 1997 (Bolívia), 1999 (Paraguai), 2004 (Peru) e 2007 (Venezuela).

Embora seja o maior campeão mundial, com cinco títulos, o Brasil ainda terá longo caminho para ser tornar o maior vencedor na América do Sul. Com nove taças, o país está atrás de Uruguai (15) e Argentina (14) em conquistas da Copa América.

Em seu primeiro jogo como técnico no Maracanã, o técnico Tite também se sagrou campeão de forma inédita à frente da Seleção Brasileira. Em três anos de trabalho, ele agora tem 33 vitórias, sete empates e apenas duas derrotas no cargo.

Tudo indica que o título respaldará a continuidade de Tite no comando do Brasil até 2022, na Copa do Mundo do Catar. O próximo desafio dele será classificar o país para o Mundial. As eliminatórias começam em março de 2020.

O título da Copa América também foi inédito para todos os jogadores do grupo da Seleção Brasileira.

O jogo

Para colocar a mão na taça continental depois de 12 anos a equipe do técnico Tite sofreu contra o Peru para vencer por 3 a 1. O time levou o primeiro gol na competição, teve Gabriel Jesus expulso, atuou com um a menos por mais de 20 minutos, porém se mostrou eficiente como sempre e merecedor da taça.

A Seleção Brasileira ganha mais uma vez a Copa América em casa e compensa, inclusive, a ausência de Neymar. Três nomes lapidados e consolidados ao longo da competição decidiram a final. Richarlison converteu o pênalti decisivo, Everton marcou mais um gol e Gabriel Jesus deu assistência, fez gol e foi expulso.

O reencontro com o Brasil na final após a partida na fase de grupos fez os peruanos repetirem a proposta de jogo. Marcação adiantada, bom toque de bola e dois chutes a gol antes dos dez primeiros minutos mostraram um time confiante. Com Guerrero centralizado no ataque e um pelotão de cinco meias, a marcação era caprichada e os visitantes deixavam o Brasil com menos posse de bola.

Paciente, o Brasil encontrou o caminho ao gol aos 14 minutos ao se aproveitar da maior debilidade peruana nesta Copa América, as laterais. Daniel Alves lançou pelo alto, por cima do bloco peruano de marcação no meio-campo e deixou Gabriel Jesus livre para superar Trauco e cruzar. Advíncula errou o posicionamento e deixou Everton aparecer livre para completar a gol.

A expectativa de abrir uma nova goleada não se confirmou. O Brasil continuava com dificuldades para passar pela marcação. Os peruanos tiveram o mérito de manter a calma após a desvantagem e acabaram premiados pelo esforço. Cueva tentou um passe dentro da área e a bola bateu na mão de Thiago Silva, que tentava um carrinho. O árbitro chileno Roberto Tomar marcou pênalti, depois consultou o vídeo e na sequência, manteve a decisão. Guerrero cobrou e empatou.

O Maracanã ficou mudo. O primeiro gol sofrido pelo Brasil no torneio fez os jogadores em campo gesticularem entre si com o pedido para não se abater. Deu certo. Aos 47, Arthur recuperou uma bola, conduziu e contou com o escorregão de um peruano para deixar Gabriel Jesus livre para tirar de Gallese. O desempate era o calmante necessário para o Brasil terminar o primeiro tempo livre de qualquer agonia.

O Peru voltou para o segundo tempo com os pontas Carrillo e Flores invertidos de posição. A postura mais ofensiva deu trabalho para o Brasil, mas por outro lado abriu mais espaço para Coutinho aparecer. A seleção não aproveitou duas boas chances para fazer o terceiro e recebeu um duro golpe aos 24 minutos. Irritado com a marcação, Gabriel Jesus fez falta em Tapia, levou o segundo amarelo e foi expulso.

A vantagem numérica em campo fez o Peru arriscar mais. A torcida sentiu o momento delicado e começou a se agitar mais depois de Flores quase empatar de fora da área. O técnico Tite foi outro a acusar a expulsão, ao tirar Coutinho e colocar o lateral Éder Militão. A mudança deixou o Brasil com a defesa reforçada e fez Daniel Alves ser posicionado como meio-campista.

A parte final do segundo tempo teve o Brasil com dois objetivos: segurar o jogo e provocar a expulsão de algum peruano. A cada falta ou dividida, a reclamação brasileira para cobrar cartão faziam os cerca de 70 mil presentes gritarem. O jogo ficou travado, tenso e aos 41 minutos, viveu um novo momento decisivo. O árbitro marcou pênalti em Everton na área, consultou o árbitro de vídeo e assim como no primeiro tempo, manteve a decisão.

A bola decisiva caiu para Richarlison, aos 45 minutos do segundo tempo. O atacante que teve caxumba durante a Copa América cobrou no canto de Gallese e fez o estádio aliviar a preocupação. Teve gritos de “campeão”, sinalizador e o coro de “o campeão voltou” para coroar o encerramento da campanha vitoriosa.

BRASIL 3 X 1 PERU

BRASIL
Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Alex Sandro; Casemiro, Arthur e Philippe Coutinho (Éder Militão); Gabriel Jesus, Éverton (Allan) e Roberto Firmino (Richarlison). Técnico: Tite.

PERU
Gallese; Advíncula, Zambrano, Abram e Trauco; Yotún (Ruidiaz), Tapia (Gonzales), Carrillo (Polo), Cueva e Flores; Paolo Guerrero. Técnico: Ricardo Gareca.

GOLS – Everton, aos 14, Guerrero, aos 43, e Gabriel Jesus, aos 47 minutos do primeiro tempo; Richarlison, aos 45 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Roberto Tobar (Chile).

CARTÕES AMARELOS – Tapia, Thiago Silva, Zambrano, Advíncula e Richarlison.

CARTÃO VERMELHO – Gabriel Jesus.

PÚBLICO – 58.584 pagantes (69.986 no total).

RENDA – R$ 38.769.850,00

LOCAL – Maracanã, no Rio de Janeiro.

Fonte: superesportes.com.br

Allan Ribeiro

Minha história com o jornalismo tem uma trajetória que começou a ser escrita aos 11 anos de idade, quando comecei a representar o jornal O Diário da Manhã.
O fiz por gostar de ler e de estar informado. De entregar o jornal passei a enviar notícias da cidade a serem publicadas.
Ao visitar o jornal, em conversar com o senhor Batista Custódio, surgiu a possibilidade de publicar artigos sobre temas específicos. Foi o que fiz, e ver a repercussão só me incentivou.
Deste ponto passei a publicar também no O Popular. Como a volta do Novo Horizonte ao futebol profissional integrei a equipe da Rádio Xavantes, graças a Deus, naquela oportunidade o time subiu para a divisão de elite.

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