Opinião

O mal existe. E navega!

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Preconceito e ódio são como vírus disseminados nas redes. Um alimenta o outro, e os dois juntos são o lanche do monstro que habita gente aparentemente feliz e contente nos perfis virtuais

Até pouco tempo atrás, eu chamaria de ignorância as manifestações de ódio via Twitter, Instagram ou qualquer outra coisa que o valha. Eu diria que a falta de educação, de valores familiares, de espiritualidade e de amor ao próximo levaria as pessoas a proferir asneiras e a ofender gratuitamente gente que pensa ou se comporta de forma diferente. Imaginava ser falta de esclarecimento e acreditava que, com muita conversa, essas pessoas poderiam abrir os olhos. Hoje, estou convencida de que se trata de algo maior: a maldade. Sim, existem pessoas más, aos montes. Na verdade, são milhares.

Não importa de que partido você é. Não interessa sua ideologia. Não é preciso ser petista nem admirar Lula para se solidarizar com a dor de alguém que perde uma criança de apenas 7 anos, no caso o neto do ex-presidente. Tripudiar e comemorar publicamente essa morte é coisa de gente ruim. Simples assim.

Todos os dias, há casos como este nas redes sociais. É assim com Lula, por ódio político; é assim com Jean Willys, por homofobia; é assim com o presidente Jair Bolsonaro, atacado com piadas infames devido à bolsa de colostomia. O curioso é que cada uma das pessoas que fala absurdos na rede justifica a lambança como vingança, como se isso validasse a conduta.

Preconceito e ódio são como vírus disseminados nas redes. Um alimenta o outro, e os dois juntos são o lanche do monstro que habita gente aparentemente feliz e contente nos perfis virtuais. Bem lá no fundo, quem desfere golpes mortais por meio da palavra tem em si a maldade como principal nutriente.

Não posso dizer que perdi a fé na humanidade. Aliás, fé e humanidade são combustíveis que alimentam minha chama de vida. Crer no outro e saber que há um exército de gente boa no front de combate me dá muita esperança. Mas é preciso repensar as estratégias, as atitudes, o próprio humor, a irreverência do dia a dia.

Não cabe mais ofensa, piada sem graça, posicionamento mesquinho e egoísta diante do mundo. Tudo o que você faz ou fala reverbera, ganha dimensão incalculável quando alcança a esfera pública. Pense antes de falar, pense antes de postar, pense antes de brincar — ofender as pessoas não é esporte.

Ana Dubeux – Correio Braziliense

Allan Ribeiro

Minha história com o jornalismo tem uma trajetória que começou a ser escrita aos 11 anos de idade, quando comecei a representar o jornal O Diário da Manhã.
O fiz por gostar de ler e de estar informado. De entregar o jornal passei a enviar notícias da cidade a serem publicadas.
Ao visitar o jornal, em conversar com o senhor Batista Custódio, surgiu a possibilidade de publicar artigos sobre temas específicos. Foi o que fiz, e ver a repercussão só me incentivou.
Deste ponto passei a publicar também no O Popular. Como a volta do Novo Horizonte ao futebol profissional integrei a equipe da Rádio Xavantes, graças a Deus, naquela oportunidade o time subiu para a divisão de elite.

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