Artigo

Procura-se um Humano

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Numa época em que as carências afetivas parecem estar em alta, um anúncio anônimo em um mural chama a atenção dos que passam. Todos, sem exceção, param e leem:

Procura-se: Uma pessoa que não tema a ternura. Que se atreva a ser frágil quando necessite se deter para recuperar as forças para a luta diária.

Uma pessoa que saiba proteger o ser a quem devotar o seu amor. Que queira e saiba reconhecer os valores espirituais e que sobre eles saiba construir todo um mundo.

Que, em cada amanhecer, saiba ofertar amor com toda a delicadeza para que uma flor entregue com um beijo tenha mais valor que uma joia.

Procura-se uma pessoa com o qual se possa falar, que jamais corte a ponte de comunicação. Uma pessoa a quem se possa dizer o que se pensa, sem temor de que se ofenda e que seja capaz de dizer simplesmente que a ama.

Procura-se uma pessoa que tenha braços abertos para que neles possamos nos refugiar quando estivermos inseguros. Que conheça sua fortaleza, mas que nunca se aproveite disso.

Um ser que tenha os olhos abertos para a beleza. Que domine o entusiasmo e que ame intensamente a vida. Um ser para quem cada dia seja um presente de valor incalculável que deve ser vivido plenamente, aceitando a dor e a alegria com igual serenidade.

Uma pessoa que saiba ser sempre mais forte que os obstáculos. Que jamais se apavore ante a derrota e para quem os contratempos sejam mais estímulos que adversidade, mas que esteja tão seguro de seu poder que não sinta necessidade de demonstrá-lo a cada minuto em empreendimentos absurdos somente para prová-lo.

Que não seja egoísta. Que não peça o que não ganhou, mas que sempre faça esforços para ter o melhor.

Que saiba receber carinho, tanto quanto demonstrá-lo.

Que respeite a si mesmo, porque assim saberá respeitar os demais. Que não recorra jamais à ofensa, que sempre rebaixa quem a faz.

Que não tenha medo de amar, nem que se envaideça porque é amado. Que goze o minuto como se fosse o último. Que não viva esperando o amanhã porque talvez ele nunca chegue.

Finalmente, quando for encontrado, qualquer pessoa desejará amar com intensidade e compartilhar a sua vida.

Todos temos fome. Fome de pão, fome de amor, fome de conhecimentos, de paz e de amizade.

A fome de pão que tanto aparece é a que mais comove e, contudo, existem outros tipos de fome.

A fome de amor, dentre todas, é a mais difícil de ser saciada. Muitos passam a vida inteira sem que ninguém lhes estenda uma migalha de carinho.

Aprendamos a reconhecer a fome de quem nos fala, de quem conosco convive, entendendo que quanto maior a fome, mais escondida se encontra e a busquemos saciar.

Recordemos os versos da oração do Santo  dos animais e dos pobres e qus deu por emprestimo nome ao atual Papa: Senhor, que eu ame mais do que pretenda ser amado…

 

 

Allan Ribeiro

Minha história com o jornalismo tem uma trajetória que começou a ser escrita aos 11 anos de idade, quando comecei a representar o jornal O Diário da Manhã.
O fiz por gostar de ler e de estar informado. De entregar o jornal passei a enviar notícias da cidade a serem publicadas.
Ao visitar o jornal, em conversar com o senhor Batista Custódio, surgiu a possibilidade de publicar artigos sobre temas específicos. Foi o que fiz, e ver a repercussão só me incentivou.
Deste ponto passei a publicar também no O Popular. Como a volta do Novo Horizonte ao futebol profissional integrei a equipe da Rádio Xavantes, graças a Deus, naquela oportunidade o time subiu para a divisão de elite.

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